segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Lanterna Verde: crítica do filme



Massacrado pela crítica, Lanterna Verde (Green Lantern, 2011) cai nas graças do público.


Por Marcelo Queiroga


Jamais me deixei influenciar por terceiros, e assim sucessivamente fui o senhor de meus julgamentos. Para mim, as únicas críticas realmente relevantes sempre foram aquelas arquitetadas pela minha própria mente. Raciocino desse modo para tentar conceber o que está acontecendo com os críticos de cinema deste mundo em que vivemos.
Percebo uma verdadeira enxurrada de equívocos, mediocridade e injustiças em muitas críticas recentes a filmes. Como é o caso do filme Lanterna Verde (Green Lantern, 2011), o qual recebeu inúmeras críticas negativas de vários sites especializados no assunto. No site Rotten Tomatoes, um dos mais relevantes “medidores de qualidade” do cinema internacional, Lanterna Verde alcançou aproximadamente 25% da aprovação da crítica, enquanto que conquistou mais de 62% do público.
 Na noite mais densa, o mal sucumbirá diante minha presença...
Sem dúvida, o filme Lanterna Verde não é um filme ruim. Sobretudo se compararmos a outros filmes de heróis como Thor, Homem-de-Ferro ou Capitão América. O público comprova o que digo, mas a bilheteria do filme foi terrivelmente prejudicada pela torrente de críticas negativas que antecederam sua estréia.
Esse filme foi demasiadamente injustiçado em minha opinião. Talvez, uma análise negativa de algum crítico renomado tenha gerado uma verdadeira reação em cadeia. De tal modo, minha pergunta retórica seria: será que os críticos deixaram-se alienar tanto assim? Acredito piamente que a maioria se permite influenciar por opiniões de outros críticos, e terminam por produzir terríveis equívocos.
Todavia, após esse meu breve desabafo, decorrerei mais veementemente acerca do filme em questão.
A vastidão pertencente ao universo do personagem Hal Jordan e seus companheiros da Tropa revela-se bem delineada neste longa-metragem. De fato, não tão bem quanto nas HQs, entretanto, em pouco mais de 114min de filme seria praticamente impossível expor todos os detalhes do rico e complexo universo do personagem. Além disso, percebemos grande investimento na realização dos cenários, sendo notória a relevância dos efeitos especiais principalmente na representação do planeta Oa, o lar dos Guardiões da Galáxia (os criadores da Tropa dos Lanternas), repleta da magnificência e da grandiosidade que os fãs dos quadrinhos tanto aprenderam a apreciar.
Oa é retratada com primor!
Outro ponto importante demonstrasse no modo como grande parte dos personagens é apresentada à trama. Não de forma abrupta, nem forçada, como vemos em outros filmes de heróis em que coadjuvantes surgem a todo o momento simplesmente para “encher linguiça”.
Percebemos que os personagens secundários são desenvolvidos corretamente, ganhando espaço, revelando as proeminências de suas personalidades de forma cadenciada e com uma naturalidade elegante e demasiadamente competente, sem os excessos costumeiros. 
Não é difícil se contagiar com as personalidades e aparências formidáveis de Tomar-Re e Kilowog (criados por computação gráfica e dublados por Geoffrey Rush e Michael Duncan Clarke, respectivamente), dois importantes Lanternas que, apesar de terem breves participações, foram expostos idoneamente na história. Ainda mais formidável revela-se o clássico personagem Sinestro, interpretado por Mark Strong, que representa o personagem com a força e o carisma necessários para alavancar uma possível continuação do filme – dessa vez não como um Lanterna Verde, e sim como o portador do Anel Amarelo e o novo vilão da série.
Também não seria possível esquecer as presenças dos atores Tim Robbins e Angela Bassett, que se adaptaram muito bem à história.
Reynolds faz bem o papel de Hal
Ryan Reynolds, o interprete do protagonista Hal Jordan, também se demonstrou uma boa escolha. Ele conseguiu transparecer o lado leviano do personagem juntamente com sua corriqueira arrogância, além de seu sarcasmo disseminado espontaneamente em doses adequadas. Contudo, enquanto foi bem no quesito comédia, ele não foi tão eficaz assim ao interpretar o drama e os conflitos internos vividos por Hal, sobretudo o seu trauma relacionado com a morte de seu pai em um acidente de avião.
Esse trecho do enredo ficou a desejar. A própria família de Hal, que nunca aprovou o fato dele seguir a mesma carreira que matou seu pai anos antes (algo que não fica evidente no filme e pode ser especulado pelos leitores da HQ), tem uma sucinta e parca participação (de fato, sem a devida atenção não se percebe nem ao menos que são seus familiares).
Todavia, o ator e seu personagem parecem crescer aos poucos no filme, e a questão do medo e da coragem tão citadas no começo do longa-metragem tornam-se mais bem tracejadas e emanam mais perfeitamente a partir da segunda metade da película, principalmente com uma ação mais proeminente de Parallax.
Parallax (voz do ator Clancy Brown) foi uma aposta alta dos roteiristas, afinal, é uma entidade muito surreal dotada da habilidade de devorar os medos alheios e assim absorver suas essências vitais, não sendo o suficiente para ser o principal vilão devido a sua falta de carisma inerente. Porém, Peter Sarsgaard constituiu uma eficaz salvação encontrada pelos escritores. Ele está muito bem no longa-metragem, explanando e dando vida ao vilão Hector Hammond, um simples professor que foi infectado por Parallax e se tornou um dos mais verossimilhantes personagens de todo o roteiro.
Carol e Hal, um par romântico cheio de química.
Carol Ferris (Blake Lively) e Hal Jordan formaram um par romântico que recebeu inúmeras críticas negativas, contudo demonstraram-se muito mais lógicos que outro par romântico famoso composto por Jane Foster e Thor. Diferente da paixão sem sentido exposta no filme do asgardiano Thor, percebemos mais profundidade na relação entre Carol e Hal, assim como mais realismo em seu relacionamento regado de discussões e situações do passado mal resolvidas.
De tal modo, percebe-se que Lanterna Verde é um filme que valoriza a maioria de seus personagens, dando-lhes a motivação necessária e fidedigna para serem degustados pouco a pouco pelo desenrolar do enredo.
Sem dúvida Lanterna Verde não é um filme ruim. Deixa a desejar em muitos aspectos, entretanto não merecia boa parte das críticas negativas que recebeu. É um filme de personagens complexos (representados por um elenco excelente) vivendo em um universo ainda mais complexo, mas que possui um enredo simples e que poderia ter sido mais bem desenvolvido.  É um filme divertido de assistir, estando quase no patamar dos melhores filmes de heróis até então apresentados.

19 comentários :

  1. Pois é como sempre falo,temos que ver essas coisas com olhos de criança,porque estamos índo ver nosso héroi de infância e não fazer um trabalho de faculdade...A crítica do filme foi pra se lascar!Mas quem não gosta de criticar né?Muito bom o filme!
    Michael Marinho.

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  2. O filme é mto bom. :)

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Críticos são cineastas frustrados e todos eles tem problemas mentais... Inclusive você queiroga...

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  5. Não conhecia muita coisa sobre o Lanterna Verde. Li algumas críticas antes de ir ao cinema e quase desisto de ver! Quando cheguei lá, me flagrei vidrado no filme. Muito bom! Não correu, apresentou os personagens direito, fez o que podia ser feito! Virei fã. Ótimas observações!

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  6. O problema não é criticar, todos gostam de criticar, eu sou extremamente crítico. O problema é que existiram muitas críticas sem sentido. Um exemplo disso foi que criticaram negativamente até o fato do "não-amadurecimento" do Hal Jordan. Contudo, quem leu a HQ sabe que ele não é lá um primor em maturidade. Além de ser tão inteligente assim. Engraçado também foi criticarem as criações dele ao usar o anel, contudo, o que acho lógico, para um herói novato, criar coisas simples e até mesmo toscas, visto que, nem se tem esse tempo todo para pensar em um primor de criação.

    Marcos Sandim - Blogueiro.

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  7. Eu adorei o filme!

    Gosto do personagem mas não sou um grande conhecedor e só pelo que eu vi no filme achei que o universo foi bem explorado e bem aproveitado. Para um primeiro filme ficou ótimo, pois focou mais na origem do Hal mesmo e mostrou mais sua relação com o pessoal da Terra, deixando pra explorar mais da tropa e de Oa em próximos filmes (que eu espero que aconteçam.

    Achei que os personagens foram bem aproveitados também, aparecendo nas horas que eram necessários, nem mais, nem menos e gostei de todos, Hal, Carol, Sinestro, Hector, Kilowog, Tomar-re etc. Todos bem caracterizados e interpretados.

    Sendo assim, achei o filme ótimo, principalmente se comparado com os outros super-heróis do ano.

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  8. Bem eu adorei o filme sentir emoção, e os da marvel eu fiquei agoniada doida que o filme acabasse logo,apesar que eu gosto da marvel e não da DC, mais tenho que adimitir que o filme foi muito bom! parabéns pela critica \o/

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  9. Do caralho esse filme, fodam-se os críticos otários!

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  10. Ow... Marcelo... Tu criticou o filme ou os críticos?! =P

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  11. Aewwww cara! De fato foi uma boa crítica. Eu realmente adimito que me embaseio por críticas de outros e fui ao cinema com a família e amigos pra ver ao filme e me surpreendi. O filme pra mim preencheu as minhas vontades e expectativas foi muito legal e divetido, um dos melhores filmes de heróis que já vi. Contudo, no final vai prevalecer as minhas conclusões, mas pra isso temos que ver ao filme pra podermos falar algo. Abraços. Sucesso.

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  12. Deixou a desejar, mais gostei. :X

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  13. Adorei a crítica do filme.

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  14. Cara o melhor do filme é que eles não fizeram nada as pressas,tudo fluiu naturalmente...E deu tempo de contar uma boa estória,considerando o pouco tempo que o cinema tem,em comparação à várias edições de HQ!

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  15. eu amei o filme ,
    tem tudo que um filme tem que ter nos dias de hoje,
    ação, suspense, romance, e, principalemte, comédia,
    adoreeeeeeeei, assim como gostei muito de capitão américa também

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  16. Isso não é uma eleição. Se 60% do publico gostou 40% do publico não gostou.

    Se você inventar um remédio que mata 4 de cada 10 pessoas que toma eu duvido que seu remédio venda. E isso tempo pouco a ver com qualquer crítica.

    Um sucesso de público teria que ser capaz de, pelo menos, se pagar, coisa que não aconteceu porque de cada 10 pessoas 4 não levou a namorada ou filho ou irmão. E quem levou ainda tinha 50% de chance de não gostar.

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  17. bom assistam o desnho: LANTERNA VERDE PRIMEIRO VOO E COMPAREM COM O FILME E A ORIGEM DE SINESTRO.depois vcs comentam sobre o filme.

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