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quinta-feira, 1 de março de 2012

Para ler no banheiro: As Esganadas



"Ela enfia na boca o éclair de uma só vez e se aproxima daquele Eldorado gastronômico sem saber que se avizinha da sua última tentação"
- Trecho do livro

Por Gláucia Guedes e Lázaro 'Arauto' Júnior (co-autor)

Jô Soares é um dos artistas mais respeitados do Brasil. Sua criatividade manifesta-se em diversas áreas, passando pela direção de peças, atuações, entrevistas realizadas para um talk show, música e livros.


Acho os livros de Jô particularmente interessantes, já que ele costuma misturar fatos e figuras históricas com enredos mirabolantes e divertidos. Em O XANGÔ DE BAKER STREET, por exemplo, ele traz Watson e Sherlock Holmes ao Brasil para investigarem um serial killer. (Toda a sequência de “criação” da caipirinha é hilária.)


Comecei mencionando O XANGÔ DE BAKER STREET porque acho este o melhor livro escrito por ele. Nele, conseguimos sentir que o autor gosta dos personagens que criou e que, por isso, trabalha cada detalhe e “cena” da obra com um cuidado imenso. A história flui, por assim dizer.
Já em seu mais recente livro, AS ESGANADAS (Compahia das Letras), temos um tema fascinante: um serial killer com problemas com a mãe começa a matar apenas mulheres muito gordas atraindo-as com excelente comida portuguesa e é perseguido por um grupo bastante interessante de policiais, cozinheiro e jornalista. A trama está focada nas elaboradas mortes das “esganadas” e nas tentativas patéticas da polícia em prender o perpetrador de crimes tão hediondos.
O livro é interessante. E, sim, merece ser lido. Mas a sensação que fica quando terminamos a leitura é que ele é apressado, episódico mesmo. A trama não flui, ela dá saltos gigantescos no tempo. Claro que a escrita de Jô Soares nos leva para o Rio de Janeiro da ditadura de Getúlio e rimos bastante com sequências divertidíssimas como a do assassino falando no velório de duas vítimas.
Contudo, o autor poderia ter tido mais paciência e elaborado melhor a trama. Não que o livro seja ruim, mas ao lado de O XANGÔ DE BAKER STREET, AS ESGANADAS perde brilho. Fica, assim, a sensação de que a cada livro o autor está mais apressado para terminá-los não dando a atenção necessária aos personagens e às tramas. É como quando temos uma ótima idéia e precisamos anotá-la o quanto antes para não esquecermos. Mas, quando essa idéia é para um livro, ele precisa de tempo para ficar pronto - - e realmente sensacional.

Confira uma leitura da obra realizada pelo próprio autor:


 
Adquira o livro pelos links da Saraiva, Submarino e Cultura. Boa leitura. Aproveite! Assassinos seriais são uma boa pedida para incrementar os enredos das partidas de RPG.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Era uma vez um Hobbit





"Cinco pés de altura tem a porta, e três podem passar lado a lado[...] Fique ao lado da pedra cinzenta quando o tordo bater e o sol poente com a última luz do dia de durin brilhará sobre a fechadura"

Tradução de runas inscritas no mapa de Thorin, dado por Gandalf

 Por Lázaro "Arauto" Júnior

Todo o mundo já ouviu falar da mais famosa obra de John Ronald Ruel Tolkien: THE LORD OF THE RINGS (O SENHOR DOS ANÉIS, inicialmente publicada entre 1954 e 1955). No Brasil, a obra foi popularizada graças ao impressionante trabalho de adaptação cinematográfica do diretor Peter Jackson e sua equipe escolhida a dedo. Porém, esta não é a única obra de Tolkien ou tampouco a mais famosa.

Em 1937, o escritor escreveu um livro baseado numa história infantil que criara e sempre contava para seus filhos. O livro vendeu milhões de cópias em todo do mundo, chegando a ser apontado como o mais vendido do século 20. Chama-se THE HOBBIT e os "fatos" narrados em sua história remetem 60 anos antes dos acontecimentos descritos em O SENHOR DOS ANÉIS.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O caça Feitiços, mistério e muita magia...

"Lidar com fantasmas, demônios e todo o tipo de seres maléficos, tudo faria parte de uma rotina normal. Era o que o Mago fazia e eu ia ser seu aprendiz."

Reflexões de Tom Ward quanto a seu novo ofício de Mago, antes de ser aceito como Aprendiz
 
 

Extremamente tenso e interessante, AS AVENTURAS DO CAÇA FEITIÇO: O APRENDIZ, é o primeiro livro de uma série que traz um misto de aventuras, mistério e muito suspense. De acordo com o enredo do Caça Feitiços, 

era comum nas famílias mais tradicionais os filhos serem encaminhados em suas profissões pelos pais ou patriarcas. Normalmente o filho homem mais velho herda os negócios da família e os outros acabam adquirindo profissões de acordo com as designações do pai ou do irmão mais velho. Tutores eram pagos e pronto: só dependia do empenho dos aprendizes.

Aos doze anos, Tom Ward, que viu seus irmãos seguindo as mais comuns vocações de acordo com as colocações de seu pai agricultor, foi posto para ser aprendiz em um trabalho raro e bem incomum: o de Mago.
 
 
Uma visão diferente de Magos

Neste livro, os arcanos não usam esferas flamejantes ou grandes explosões de energia. Eles lidam com o sobrenatural e os seres das trevas e são os únicos realmente aptos a lidar com isso. Tanto que o risco é sempre muito alto.
Uma vez que não há grandes poderes, modulações de energias místicas ou coisas assim, como fazem os "Magos" para exercer seu ofício? E, afinal, no que constitui isso?
Os Magos aprisionam, matam ou libertam as ameaças envolvendo demônios, bruxas, fantasmas etc. Eles adquirem seu conhecimento através de livros antigos e a tradição oral passada de mago para Aprendiz. Eles conhecem as fraquezas dos seres sobrenaturais e usam desse conhecimento para aprisioná-los ou erradicá-los.
Correntes de prata, fogo, água corrente, prisões debaixo de terra, ferro trabalhado adequadamente, conhecimento e muita coragem para peitar o que se vai enfrentar, assim como a certeza de que dificilmente se sai ileso de algumas batalhas: Isso é o trabalho cotidiano de um Mago. Emboscadas são armadas, ciladas planejadas, armadilhas preparadas e as mais estranhas formas de aprisionamento são utilizadas para uma criatura enclausurar ou matar... e mantê-la morta! Reconhecer e lidar com bruxas, feiticeiros, demônios e servos, assim como dar paz a fantasmas e livrar habitações e fazendas de visões fantasmagóricas e aberrações. Monotonia está fora de questão!

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